Pastoral da Comunicação - PASCOM

CF-2019 -. Fraternidade e Políticas Públicas

 

Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibilize a salvação paterna de Deus. Fraternidade e Políticas Públicas é o tema da Campanha para a Quaresma em 2019. O profeta Isaías inspira o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça”. (Is 1,27)

A Campanha tem como objetivo geral: “Estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”.

Maria, mãe de Jesus, nos acompanhe no caminho de conversão quaresmal! Jesus Cristo crucificado-ressuscitado, que transformou todas as coisas, nos ajude no caminho da superação, da violência, pois somos todos irmãos. Uma abençoada Páscoa a todos!

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO  PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

 Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). 

Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»

[28 de maio de 2017]

 

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».

A boa notícia

A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

 

Franciscus

 

Fonte: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html 

5º Encontro Nacional da Pascom

Em Aparecida, agentes da Pascom refletem sobre Comunicação e Liturgia

Os agentes da Pastoral da Comunicação de todo o país reuniram-se em Aparecida durante o 5º Encontro Nacional da Pascom, entre os dias 14 e 17 de julho.
Reinaldo Oliveira, da Paróquia São Sebastião, de Itupeva; Ricardo e Sueli Coimbra, Márcia Leme, Carla Medeiros e a pequena Amanda Medeiros da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, de Várzea Paulista, e Jussane Rodrigues, da Pascom Diocesana, marcaram presença no evento. Eles representaram a Diocese de Jundiaí. Participaram também arcebispos, bispos e padres que estão ligados à Pascom.
A finalidade do encontro foi a de aprofundar a compreensão e o serviço da comunicação no campo da Liturgia na Igreja.
Comunicação e Celebração Litúrgica”, “Comunicação e Anúncio da Palavra”, “Comunicação e Linguagem Visual” e “As novas tecnologias e a Liturgia” foram as conferências propostas durante o encontro, ministradas por especialistas em liturgia e comunicação. Além disso, foram realizadas duas celebrações: a primeira, da Misericórdia, e outra, Mariana, seminários, uma visita guiada à Basílica Nacional e trabalhos em grupo. A história de Santa Teresinha de Lisieux, apresentada em forma de um monólogo, marcou a noite cultural, no sábado, dia 16. Todas as ações aconteceram no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
Para o Arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Darci Nicioli, o encontro foi um momento especial de trocas de experiência, além de espaço de aprendizado para todos.   
No último dia, após a consagração de todas as atividades comunicacionais à Nossa Senhora Aparecida, Dom Darci abençoou e motivou os agentes da Pascom: “Sintam-se enviados a continuar este belo trabalho que já estamos realizando em todo o Brasil”, concluiu.

A Pastoral da Comunicação está organizada em 15 dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e conta, em todos eles, com uma equipe de coordenação. Tendo como missão principal animar os planos de comunicação das dioceses e paróquias, atua em quatro eixos: mobilização, formação, produção de material e espiritualidade do comunicador.

Jussane Rodrigues

Pastoral da Comunicação - PASCOM

Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde estão inseridas. Sem a comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado. Comunicar é tornar comum, podendo ser um ato de mão única, como TRANSMITIR (um emissor transmite uma informação a um receptor), ou de mão dupla, como COMPARTILHAR (emissores e receptores constroem o saber, a informação, e a transmitem). Comunicação é a representação de uma realidade. Serve para partilhar emoção, sentimento, informação. Quem comunica é a fonte e, do outro lado, está o receptor. O que se comunica é a mensagem.

Pode ser vista, ouvida, tocada. As formas de mensagens podem ser: palavras, gestos, olhares, movimentos do corpo. As formas como as ideias são representadas são chamadas de signos. Em conjunto, formam os códigos: língua portuguesa, código Morse, Libras, sinais de trânsito. “Os meios são usados pelos interlocutores para transmitir sua mensagem. São eles: o artesão usa o barro, sua mão, sua voz para transmitir conhecimento ao filho. O locutor usa sua voz, o roteiro, o disco, a emissora de rádio, a fita gravada” (BORDENAVE). Antes do surgimento dos meios tecnológicos de transmissão de informação (TV, rádio, internet etc.), os meios de comunicação utilizados eram físicos, como os rios, navios, estradas etc.

Jesus foi o maior comunicador que já existiu. Ele se comunicou de maneira simples e clara através de parábolas e da realidade do povo. Ele comunicou a sua Boa Nova. E fez de sua comunicação um modo simples de evangelizar.

Para levar a Boa Nova de Cristo a todas as pessoas, em qualquer meio e lugar, transformando e melhorando a realidade do povo de Deus, a Igreja, de olhos abertos para a realidade de nosso tempo, criou a PASCOM – Pastoral da Comunicação.

A PASCOM nasceu a partir da necessidade de se utilizar mais os meios de comunicação e outras estratégias para evangelizar

É a Salvação de Jesus Cristo de onde vem toda a atividade da Igreja, que tem como tarefa de alcançar todos os seres humanos para que possam obter a Vida para sempre. Por esta razão, a Pascom se insere na vida da Igreja não como uma Pastoral a mais, mas para dar maior comunicação às outras pastorais e seu conjunto: é suporte para as outras pastorais e a Igreja.

A PASCOM se caracteriza por ser uma pastoral que possui uma vida integrada, participativa, estratégica e aberta à evangelização através da criação e manutenção de inúmeros instrumentos como sites, informativos, jornais e outros meios. Trabalhamos para levar a mensagem de Cristo a todos, inclusive você e sua família, este é o desejo da PASCOM da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.

A pastoral se reuni todo terceiro domingo do mês, todos estão convidados a participar e dar novas ideias para uma melhor comunicação com o nosso próximo.

Nossa Senhora titu00



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