1º depoimento – Ricardo e Tatiane

“A maior dificuldade foi se manter em Isolamento dentro da própria casa, pois não podia ter o contato nos momentos que sempre costumamos ficar juntos, foi ver uma parte da família “privada” de chegar perto e fazer nossas atividades rotineiras, o abraço em família, o momento de conversa sobre o dia, a brincadeira no fim de noite em família com nosso filho... Enfim o afeto que ficou totalmente distante, sem saber o que podia melhorar, pior ainda é ver o filho não sabendo o que está acontecendo por ter apenas 2 anos de idade e ainda assim entender que não podia chegar perto do pai, ver o desespero do esposo em não poder dar um simples abraço!
O que me mudou foi dar valor às pequenas coisas, que no dia a dia parecem ser apenas um momento que passa despercebido, mas que na verdade faz toda a falta quando não temos, é aquela velha frase: “só dá valor quando se perde! ”... E olha que não perdi, apenas foi um momento que passou e que nos faz enxergar com outros olhos, ver o mundo de uma forma diferente, nas novas oportunidades que Deus nos dá desde a hora que acordamos até a hora que deitamos para dormir, valorizar as pessoas que estão ao nosso lado e se preocupam conosco, como uma simples mensagem, uma ligação e saber quem realmente está ao nosso lado;
A Fé...
Uma palavra tão pequena e tão grande ao mesmo tempo, não nos faltou, em nenhum momento, não questionamos, apenas entregamos nas mãos de Deus e deixamos Ele guiar... a tempos colocamos Deus a frente de tudo que vamos fazer, e não foi diferente nessa dificuldade, Ele nos conduziu e protegeu a mim e a meu filho pelo livramento dessa doença... E uma das principais forças, foi dos nossos irmãos de comunidade e de pessoas próximas que colocaram nossa vida em oração... Colocando-nos pra cima o tempo todo. Quando colocamos Deus a frente de Tudo. Ele mesmo se encarrega de não nos deixar desistir...”

2º Depoimento – Estella e Robson


“Nossa maior dificuldade durante todo o período já passado de Pandemia, foi no momento em que descobrimos que estávamos com Covid 19, a partir desse momento tivemos que intensificar nosso isolamento social, nos restringindo totalmente em casa.
Apesar das dificuldades em executarmos nossas atividades simples do dia a dia, recusamos toda a ajuda oferecida, para não correr o risco de disseminar ainda mais o vírus...
E sem dúvidas uma das coisas mais difíceis desse isolamento, foi manter totalmente a distância de nossos familiares e das pessoas que amamos.
Percebemos que somos felizes com coisas simples, um almoço em família, um encontro entre amigos, poder sair sem se preocupar é incrível e ainda, como um abraço, um beijo e até mesmo um aperto de mão fazem a diferença.
Com certeza aprendemos a valorizar ainda mais as pequenas coisas maravilhosas que a vida nos proporciona.
Ainda que tenha sido bem difícil, tentamos manter nossa fé ativa, nos reunimos com amigos (virtualmente claro, rsrs) onde rezamos o terço toda a semana, procuramos ler o evangelho diariamente para nos dar forças para continuar, mas as nossas missas aos domingos fazem muita, muita falta... acho que nem nós sabíamos o quanto era essencial para nossa fé participar das missas... mas cremos que isso logo vai passar e chegará o momento em que tudo voltará ao normal! ”

3º depoimento – Fernanda


“Para mim foi a perda do meu pai, apesar da diabete e pressão já o acompanha-lo por alguns anos ele testou positivo para o Covid.
Ficou na UTI por 6 dias em estado grave, teve várias complicações.
No primeiro dia do meu pai na Uti ele apresentou duas paradas cardíacas mais graças a Deus foram revertidas com massagem cardíaca, segundo o médico uma durou em torno de 15 minutos, para mim com certeza foi um milagre de Deus pois falaram que quando a pessoa passa de 10 minutos a possibilidade de sobreviver é remota e meu pai resistiu, ali tive mais certeza que o senhor recebia nossas preces e aumentou ainda minha fé.
O caso dele era muito complicado ainda mais por conta da diabete que não estava estabilizado e os rins já não estava funcionando como deveria, foram dias muito difíceis, por conta da pandemia não podíamos visita-lo presencialmente e recebíamos a notícia do estado de saúde por telefone, isso sempre nos deixava mais ansiosos.
Após esses dias na UTI meu pai teve muitas complicações e infelizmente não resistiu e veio a óbito.
Essa com certeza foi a minha maior dificuldade, mais na hora de enfrentar ela aprendi a zelar minha confiança em Deus, mesmo que vinham dizer ao contrário eu sabia que Deus estava comigo e que ele sabia de todas as coisas!
A pandemia e consequente o isolamento nos trouxe várias mudanças, como recentemente tive uma perda familiar do meu pai, e me fez sempre querer depositar minha confiança em Deus, pois mesmo nos períodos que meu pai estava na UTI e EU recebendo as notícias do estado de saúde dele eu sabia que para Deus nada era impossível.
Para mim recarregar minha fé foi me aproximar mais em Deus em oração, pois sei que ele me escuta a qualquer hora do dia, me consola e renova minhas forças.
A fé alimenta a minha alma eu comecei também a voltar a rezar o terço e isso me ajudou muito a carregar mais a minha fé e me trazia naqueles momentos de angustias muita paz. ”

 

4º Depoimento – Beth e Caio


“Uma gestação na pandemia... O Coronavírus, que parecia estar tão distante, chegou mudando a realidade e adicionando mais preocupações à rotina de quem espera um bebê.
Na verdade, mudou para todo mundo, não só para quem estava grávida. Mas imagina ter que conceber todas estas novidades do Covid-19 estando no meio de uma gestação, onde a preocupação é dupla, já que se tratava da minha saúde e a do bebê?
Alguns dias se passaram e as gestantes foram inclusas no grupo de risco!
Medo? Muito, pois os exames, as consultas, o pré-natal, tudo tinha que continuar, as idas aos consultórios, ao hospital quando necessário e tudo isso sempre pensando na vida que estava dentro de mim e rezando a Deus para que tudo desse certo!
Deus sempre está ao nosso lado e não nos desampara, basta ter fé!
O fim da gestação chegou e sim o medo ainda estava ao meu lado ficar vários dias no hospital com essa pandemia, mas a nossa fé era maior, nossa oração poderosa e assim nosso lado estamos aqui, todos bem e com eterna gratidão ao Senhor que sempre cuida dos seus filhos! ”

5º Depoimento – Nelson Marques

“Eu passei uns dias que não desejo a ninguém; antes eu orava pedindo, agora oro agradecendo e a minha fé ainda mais forte.
Minha maior dificuldade, foi enfrentar a doença durante 50 dias no hospital. Mudou meu modo de pensar: agradecer mais que pedir. Recarreguei minha fé através da oração. ”

 

 

 

 

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